Autores: Ernandes Rodrigues do Nascimento, André Ricardo Melo e Maria Auxiliadora Soares Padilha

Resumo: O ensino híbrido tem se mostrado uma ferramenta muito eficiente para os diversos estilos de aprendizagem. Entende-se que, para o ensino ser híbrido, é necessária a existência de três condições básicas: i) parte do conteúdo precisa ser trabalho presencialmente; ii) parte do conteúdo precisa ser trabalhado virtualmente; iii) ambas as partes precisam estar integradas e contribuir mutuamente com a aprendizagem do sujeito. Horn e Staker (2015) sinalizam que há duas formas de inovar nesse modelo de ensino: a primeira é a sustentada, que não abandona o modelo tradicional, mas incrementa novas possibilidades; a segunda é a disruptiva, que ignora totalmente os antigos formatos, implantando métodos inovadores. Surgiu então a seguinte inquietação: como coreografar um curso superior para oferta por meio do ensino híbrido, no qual não haverá disciplinas sendo ministradas por professores e a construção da aprendizagem se dará por meio de competências? O objetivo da pesquisa foi analisar a criação de um projeto pedagógico para os cursos de Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Sistemas para Internet para ser ofertado a partir do ensino híbrido, mesclando outras metodologias ativas e tendo como base a filosofia da cultura maker. A pesquisa qualitativa foi desenvolvida a partir de estudo de caso, com dados coletados por meio da observação participante. Os resultados preliminares permitiram identificar as principais dificuldades e desafios ao se desenhar um curso no modelo híbrido, trazendo contribuições importantes em relação ao próprio modelo, às metodologias ativas e às coreografias institucionais.

Artigo Completo: http://revistas.anec.org.br/index.php/revistaeducacao/article/view/265/165

Citação: NASCIMENTO, E.R; MELO, A. R.; PADILHA, M. A. ENSAIANDO UM CURSO HÍBRIDO: uma coreografia institucional. In: Revista de Educação ANEC, v.47, p.139 – 149, 2019.