Autores: Ernandes Rodrigues do Nascimento, Fábio Leandro Melo Ramos dos Anjos, Cristiane Lucia da Silva e Maria Auxiliadora Padilha

Introdução
Com o avanço das tecnologias digitais de informação e comunicação – TDIC, o ambiente educacional tradicional – professor no centro das atenções e sob um púlpito, com cadeiras enfileiradas e o um quadro negro abarrotado de textos – deixou de fazer sentido, tornando-se ineficiente e ineficaz em um processo de ensino e aprendizagem significativo.
Esse é um dos cenários que provoca ou torna evidente o baixo engajamento estudantil, como apresentam algumas pesquisas ao discutirem a evasão escolar (BAGGI; LOPES, 2011; NERI, 2015; QUEIROZ, 2006; SOECKI et al., 2018), principalmente no ensino superior (JORGE, A. 2017; NETO; GUIDOTTI; SANTOS, 2012; SILVA FILHO, 2007; SOECKI et al., 2018; TRIVELATO, 2017), a qual pode chegar a 22% em determinados cursos e em algumas regiões do País. As consequências desse baixo engajamento também são percebidas ao se analisar os resultados do Exame Nacional de Desempenho do Estudante – ENADE (PISSAIA et al., 2018; RESULTADO ENADE, 2018; SOUZA et al., 2018), quando se observa que a maioria dos estudantes tem rendimento inferior a 50% de acertos do total da prova, em quase todas áreas de conhecimento avaliadas no exame.
Por outro lado, há pesquisadores (AMARAL; BARROS, 2015; BACICH; NETO; TREVISANI, 2015; FARIA, 2015; KALENA, 2014; MORAN, 2000; ROCHA, 2012) que discutem a utilização das tecnologias digitais de informação e comunicação e das metodologias ativas no processo de ensinagem para aumentar o engajamento estudantil e potencializar a aprendizagem do educando. Todavia, para abandonar a cultura tradicional de ensino, faz-se necessário formar os professores, muni-los de técnicas, estratégias, ferramentas e arcabouços teóricos contemporâneos que possibilitem experimentar novas formas de ensino. Dentre as diversas possibilidades existentes, Oser e Baeriswyl (2001) apresentam o construto teórico das coreografias didáticas realizando uma analogia com o mundo da dança, no qual o repertório docente é ampliado e ao planejar suas aulas o coreógrafo, ou seja, o professor irá refletir, antecipar diferentes formas de aprendizagens para seus educandos, dessa forma lhes fornecerá melhores possibilidades de uma formação mais autônoma e eficaz.
Outros pesquisadores (LEAL; MIRANDA; CASA NOVA, 2018) têm realizado estudos para identificar, catalogar e compartilhar metodologias ativas que conduzam ao desenvolvimento de uma aprendizagem significativa, incluindo nesse contexto as narrativas digitais (ALVES; CARVALHO; FREIRE, 2016), a qual integra os recursos midiáticos nas atividades presenciais e virtuais, potencializando o processo de ensinagem e buscando aumentar o engajamento do docente e do discente. Este contexto me levou à seguinte indagação: como se engajam os estudantes em uma aula virtual coreografada para ser realizada por meio do Facebook e qual a sua percepção sobre sua aprendizagem?

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Você acabou de ler parte da introdução do Capítulo publicado no livro Inovações Pedagógica e Coreografias Didáticas das Tecnologias e metodologias às práticas efetivas, organizado pelas professoras Querte Terezinha Conzi Mehlecke e Maria Auxiliadora Soares Padilha.

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